a conversa banal: o tempo
esteve tanto vento que até o semáforo abanava. caíram pedregulhos de gelo enquanto eu estava a lavar o cabelo. apanhámos uma molha a caminho do carro. o pai bateu com a cabeça contra uma porta de vidro. e nós rimo-nos. o chapéu de chuva da irmã partiu-se com as rajadas. a casa-de-banho cheirava a mofo e o invólucro do tampão colou-se à parede. a mulher antipática da gelataria ia atropelando a família inteira. a segunda circular estava entupida como sempre. o modem piscava, sinal de que a autoridade reclama os seus direitos internetianos. declaro guerra às dores menstruais aliadas a tempo molhado.

2 Comentários:
a quem o dizes. fazem com que rogues uma praga a cada pinga d'água que caia.
alexandre torneira fica bem, ou alexandre tornado ou torniquete. ou então trapezista.
sabes que mais? DES-I-I-I-RE
tava aqui a ouvir U2, e eu como sei que gostas, olha, pimba.
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