longínqua infância
quando era uma ingénua criança, o meu irmão dizia-me para ir ver se o poupas amarelo estava debaixo da cama. eu ia. sabia que ele não estava lá, mas havia sempre uma réstia de esperança de encontrar o pássaro gigante.
quando era a dita criança, a minha avó contou-me que quando ela própria foi menina, plantou um macarrão, com terra e tudo e regou. e após um tempo, brotou uma planta desse local. da primeira vez, acreditei.
nessa altura, o meu pai costumava avisar-me para não engolir os caroços das frutas, como uvas (coisa que ainda hoje faço) ou laranjas, porque corria o risco de me crescer uma árvore de fruto dentro do corpo.
ontem engoli um caroço de ameixa. e agora?
ah, e foi bom ninguém me ter avisado que ontem mudou a hora. acordei cedo mas mesmo assim cheguei atrasada. belíssimo.
quando era a dita criança, a minha avó contou-me que quando ela própria foi menina, plantou um macarrão, com terra e tudo e regou. e após um tempo, brotou uma planta desse local. da primeira vez, acreditei.
nessa altura, o meu pai costumava avisar-me para não engolir os caroços das frutas, como uvas (coisa que ainda hoje faço) ou laranjas, porque corria o risco de me crescer uma árvore de fruto dentro do corpo.
ontem engoli um caroço de ameixa. e agora?
ah, e foi bom ninguém me ter avisado que ontem mudou a hora. acordei cedo mas mesmo assim cheguei atrasada. belíssimo.

1 Comentários:
tás lixada.
um aparte: queres ver que sou um cavaleiro desaparecido e será essa a razão de ninguém se lembrar de mim?
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