back to the roots
após uma semana de visita à terra-mãe, chuva-e-frio-e-vento-e-camisolas-de-lã, retorno ao forno que é a capital. uma semana por demais preenchida e plena de novos conhecimentos, tantos e ainda frescos à procura de um lugar para se acomodarem nos meus letárgicos neurónios. espero bem que se acomodem, era uma pena se não o fizessem.
uma viagem à minha dita "pátria" deixa-me sempre um pouco nostálgica, se bem que só vivi em terras germânicas até aos dois anos. talvez seja a tal coisa das pessoas com nacionalidade dupla. é difícil de explicar, por vezes é como se não se soubesse onde pertencer de facto. não que tenhamos de pertencer a algum lugar em concreto. não há um sítio em que possa dizer "I'm home". isto porque quando viajo acaba por acontecer o inevitável, em qualquer dos sítios que seja, onde que encontre uma coisa que me faça pensar "isto aqui faz-me sentir em casa". porém eu nem sei o que é a casa. não é o conforto do lar, ou das pessoas que me aconchegam. acho que é mais a sensação de estar perante algo em que é possível afirmar "sim, é definitivamente assim que imagino o resto da vida". mas o futuro são sempre sonhos. e serão. porque os dias passam e uma pessoa apercebe-se que caminha exactamente no sentido oposto.
é como este post. não sinto que fosse meu. e, no entanto, é.
apercebi-me que, de certo modo, sou imigrante. vidas.

3 Comentários:
sempre achei que o fosses, só que a diferença é que estás perfeitamente integrada..
não posso dizer.
irmã, conforta-me neste fatal momento de angústia e tristeza..nunca mais te venho comentar.
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