terça-feira, fevereiro 21, 2006

e ao que parece o benfica ganhou.

eu sei que prometi conter-me e quebro a "promessa" logo no dia seguinte. caga lá nisso, não consigo evitar. e não me venham com tretas da falta de força de vontade, sou uma pessoa que deixou o fumo.
é que o cenário de hoje no metro foi completamente demente e por momentos julguei que ia ser esmagada por hooligans de faces vermelhuscas. já vinha bastante cansada por ter estado duas horas a vaguear pelo museu do chiado admirando os POUCOS fauves da exposição da qual esperava definitivamente melhor (quando eu for historiadora de arte, vai ser obrigatório haver um certo critério, qualquer que seja), e por ter estado mais umas duas de seguida sentada no il café di roma, e por ter encontrado a lulu-luísa nos armazéns (de facto, os três minutos mais cansativos do dia, ahah, tendo em conta que eu estava na casa de banho da cave e ouvi a voz dela, que estava lá fora...), e por ter andado a passear o chapéu de chuva todo o santo dia sem nuvens no céu. de génio, mesmo. mas voltando ao assunto. o metro vinha apinhado de ingleses (liverpoolianos, como fizeram questão de sublinhar) barrigudos, de meia idade, a berrar e a saltar no metro. um deles quis fazer um buraco no tecto da carruagem, e eu tinha uma velhota a pisar-me os calos. imaginei como seria ver o meu pai bebado. sim, porque a maior parte tinha concerteza a idade dele, lá pela casa dos cinquenta. e não consegui, o que me fez lembrar uma pérola que um dia encontrei na outra casa, uma fotografia do meu dito pai com caracóis compridos, na sua juventude aúrea, rodando algo que eu tomo como um charro. o meu problema é: se o meu pai tem caracóis porque é que eu fiquei com o cabelo de arame da minha mãe? talvez também esteja na altura de aparar as pontas.
estou sem paciência para me pôr a escrever coisas bonitas. porque me ignoras e me fazes mal. porque estás aí no olhão de judas e eu queria ver-te para mandar esta merda de sentimentos às urtigas. porque estou tão mas tão farta. tu nem ligas mas depois mandas-me canções lamechas, e tu tocas comó raio e eu fico emotiva. e não era suposto estar a dissertar sobre ti. controlas-me a mente, nem consigo ler um livro em paz sem que me surjas à frente. ok, talvez o livro seja um bocado entediante e eu devesse tirar outro da estante. eu não posso fantasiar tanto. odeio-te. e tu nem fizeste nada de errado. a frase cliché. enfiem os clichés onde vos apetecer.
porque raio estou a partilhar isto em vez de o escrever nalgo clichéniano como um diário? ah sim, escrever com caneta é old fashioned. devia passar a ir para as aulas com um portátil.
vou preparar-me para uma noite de berros e buzinadelas. morar ao pé do estádio não é de modo nenhum um mar de rosas; não que eu alguma vez o afirmasse. se calhar devia juntar-me à "borga".
sinto-me tão argh. é melhor despachar-me ou arrisco-me a seleccionar o texto todo e carregar no delete. ou simplesmente a fechar a janela sem publicar o post.

1 Comentários:

Blogger negative creep disse...

ainda bem que publicaste

1:12 p.m.  

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